Brincando de democracia nos campos de Rondônia e do Brasil*

Valdir Raupp, senador do PMDB por Rondônia e um dos líderes do partido, não acredita que o impeachment passe na Câmara e sugere: “com eleições gerais, as ruas seriam pacificadas”. Mas sem renúncia e impeachment, como se convocam novas eleições? Teríamos dois presidentes em exercício? Ou se expulsaria Dilma do cargo? Tá difícil, tá complicado. Ao menos de entender. Se, just in case, for golpe, vale a pena ver “A revolução não será televisionada“. O povo já está na rua.Read More »

Lobão me bloqueou e estou envaidecido

Existem alguns apoios que preferimos não ter. Maluf e Collor, por exemplo, declararam-se contra o impeachment da presidenta Dilma Roussef. Nada de novo para quem se lembra dos abraços e das visitas entre Lula e os dois políticos. A lista não para por aí, com Sarney, Abreu e outros. Porém, não vim escrever sobre os apoios espúrios, aqueles que nos causam náuseas. A motivação é quase inversa, citar negações, oposições, recusas e mesmo insultos e ofensas que nos orgulham.Read More »

Homenagens nunca mais*

No último 1º de abril, célebre Dia da Mentira, comemorou-se (entenda o sentido do verbo) no Brasil 51 anos do Golpe Militar, hoje civil-midiático-empresarial-militar. Um dia antes, que muitos consideram a verdadeira data do Golpe, houve festejos no Rio de Janeiro, promovido pelo Clube Militar, e em Brasília, com participação de deputado democraticamente eleito. Contudo, as comemorações sobre a Ditadura não parecem muito animadoras para os seus apreciadores.Read More »

Música chiclete não sai da cabeça nem com amnésia

Não, não é piada, é uma praga. E seria cômico se não fosse trágico. Você pode não se lembrar de quem é, de seu companheiro ou companheira, dos seus filhos, pais ou demais parentes. Mas a partir de agora você terá certeza de que nunca se esquecerá daquela música chiclete que o acompanhou durante toda a vida. O professor Alan Baddeley, da Universidade de York, explica que a “amnésia não destrói hábitos, mas faz perder a capacidade de adquirir e reter informações sobre novos eventos”, esclarecendo que o processo de memória em nosso cérebro não é unitário, envolve várias partes.

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O segredo da capital belga

As cervejas belgas possuem seu merecido reconhecimento no mundo. Até esta pessoa que aqui escreve, um até então não apreciador dessa bebida amarga, rendeu-se ao seu sabor. O waffle e a batata frita são duas especiarias do país. Os amantes das histórias em quadrinhos (HQ, ou em francês bande dessinée, BD) têm os mundialmente conhecidos Les Schtroumpfs (Os Smurfs), As Aventuras de Tintim e Marsupilami, enquanto outros preferem dedicar seu tempo apreciando as obras do (Museu) Magritte.

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Comemorar, verbo ineficaz

No Brasil, comemorar não significa nada e não possui nenhum impacto na sociedade. Após as manifestações que testemunhamos em 15/03, não seria exagerado tamanho aforismo. Antes, contudo, cabe um entendimento. Para muitos, comemorar possui um aspecto somente positivo. E, infelizmente, não me refiro apenas ao senso comum, pois já vi pesquisadores de Comunicação se renderem a esse equívoco. E não precisaria ir longe, lá nos historiadores franceses afeitos à terminologia, pois uma rápida pesquisa no dicionário Michaelis nos diz que comemorar, do latim commemorare, é um verbo transitivo direto com dois significados:

  1. Trazer à memória, fazer recordar
  2. Solenizar a recordação de algo

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Jornalismo se repete entre tragédia e farsa*

Muitos consideram uma das maiores tragédias recentes da história brasileira o Golpe de 1964, primeiramente militar, hoje civil-midiático-empresarial-militar. Se em 2004, nos 40 anos da intervenção, o apoio civil se tornou evidente, em 2014, nos 50 anos, além das empresas, o campo midiático se destacou como alicerce dos mais de 20 anos da Ditadura Militar (vale a leitura do livro recém-lançado de Juremir Machado). Os grandes jornais, de hoje e da época, como Estadão – que assumiu ter apoiado o Golpe e depois feito oposição -, O Globo – que já fez mea culpa em editorial recente e foi parar até no Jornal Nacional – e Folha – da qual a CNV confirmou a história dos carros emprestados pelo jornal aos agentes do governo – contribuíram para a instauração dessa tragédia no país.Read More »