E se você pudesse apagar sua memória?

Não, não me refiro a O brilho eterno de uma mente sem lembranças, filme com Kate Winslet e Jim Carrey. De acordo com a Revista Galileu, pesquisadores da Universidade de Montreal testaram o remédio metirapona enquanto as pessoas lembravam de algum acontecimento ruim. Os que receberam as doses do metirapona tiveram dificuldades para lembrar dessas memórias indesejáveis. Como a intenção era diminuir os níveis do cortisol, hormônio do estresse relacionado com a memória visual, é provável que outras drogas com mesma função da metirapona possuam efeito semelhante.

Na primeira postagem deste blog, Mônica Paz falou do livro Delete: the virtue of forgetting in the digital age. Não o li, mas sei que o foco é outro. É interessante refletir como no “universo digital” há várias lutas para que nossos dados sejam eliminados e para que sejam esquecidos eventos que nos causam constrangimento, enquanto no “mundo físico” muitos acham um absurdo que tenhamos a possibilidade de apagar algumas lembranças de nossa memória.

Todavia, pensar que criminosos (pedófilos, bandidos, racistas, homofóbicos etc.) podem deletar (apagar) seus rastros digitais não parece uma visão tão agradável. Do mesmo modo, proibir ex-combatentes de guerra, pessoas que foram estupradas ou viram seus familiares sendo assassinados, entre outros, de apagar (deletar) imagens dolorosas e traumáticas, que podem até interferir de maneira negativamente muito forte na sua vida, não parece tão compreensível.

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