Primeira Faculdade de Medicina

Vestibular completa 100 anos

O Estadão criou um infográfico para celebrar os 100 anos do vestibular. A prova que nos permite acesso e ingresso em universidades completou seu centenário. O infográfico traz informações desde 1808, com a chegada da família real ao Brasil e a criação do primeiro curso superior no país, em Salvador, a saber, a Escola de Cirurgia da Bahia, que deu origem à Faculdade de Medicina da UFBA, localizada no Terreiro de Jesus, no Pelourinho. Posteriormente, o texto fala dos primeiros cursos jurídicos no Brasil, em 1827, e a evolução do ensino superior durante o império.

Como no início do século os interessados em fazer faculdade superavam o número de vagas disponíveis, o Governo baixou um decreto criando exames de admissão em cursos de ensino sueprior, com prova dissertativa e oral, no ano de 1911. A lei previa bancas avaliadoras, calendário de provas e taxas de inscrição. Ainda no mesmo ano surgiu a primeira instituição com nome de universidade no Brasil, a Universidade de São Paulo (não confundir com a USP), que era particular e fechou em 1917. Em 1915, as provas sofreram algumas alterações. Um novo decreto reorganiza o ensino superior e secundário, alterando o nome das provas de admissão (que eram orais e escritas) para exames vestibulares. Os interessados deviam apresentar um comprovante de aprovação em disciplinas nos cursos ginasiais da escola Pedro II ou de instituições semelhantes mantidas pelo governo.

No governo de Getúlio Vargas, especificamente em 1931, para ingressar na universidade, além da aprovação no vestibular, exigia-se certificado de conclusão do curso secundário. O primeiro vestibular unificado aconteceu já na Ditadura Militar, em 1965. Três anos depois, com o ingresso se tornando mais difícil, devido ao número de interessados, acontece o Movimento dos Excedentes, isto é, daqueles que atingiram a pontuação mínima exigida para entrar na universidade, mas que não conseguiam um espaço na instituição. Foi em 1971 que o modelo mais próximo do processo que temos hoje começou a ser consolidado. Um novo decreto consolida o caráter classificatório do exame, com aprovação dos candidatos até o limite de vagas fixados no edital. A seleção passou a ter um conteúdo único para todos os cursos e a ser realizada em data coincidente com a das outras universidades. Neste ano, houve ainda a implementação de comissões permanentes, que revisavam as provas e buscavam melhorias. Seis anos após essas mudanças, em 1977, língua portuguesa se torna uma matéria obrigatória e se leva em consideração a seleção em mais de uma etapa.

Quase duas décadas mais tarde, em 1995, a Unicamp começa a criar “pesos” diferentes na segunda fase, onde o curso que o candidato pleiteia começa a ser estimado. Em 1998, o MEC cria o Enem e instituições como USP e Unesp usam a nota do exame para compor a pontuação final dos candidatos, no ano de 2000. Em 2009, o Enem permite a seleção unificada das universidades do país.

Quem quiser saber informações mais detalhadas sobre o centenário do vestibular, basta acessar o site do Estadão e navegar pelo infográfico.

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