Giovandro Ferreira, professor e diretor da Facom. Foto: Clarissa Viana

Abertura de seminário destaca cobertura da imprensa no caso Itamar

Seminário 1

O III Seminário Mídia e Direitos Humanos teve início na manhã de hoje (26/04), no Auditório da Faculdade de Comunicação (Facom) da UFBA. A análise da cobertura midiática local sobre o caso Itamar Ferreira, estudante de Produção Cultural da Facom/UFBA, morto em 13 de abril de 2013, foi realizada por Giovandro Ferreira, professor e diretor da referida unidade.

Giovandro Ferreira, professor e diretor da Facom. Foto: Clarissa Viana
Giovandro Ferreira, professor e diretor da Facom/UFBA. Foto: Clarissa Viana

Antes de verificar a cobertura da imprensa,  todos os presentes receberam um broche sinalizando luto e fizeram um minuto de silêncio em homenagem a Itamar. Em sua fala, o professor Giovandro Ferreira criticou o fato de a polícia ser a fonte única dos diversos jornais locais, tornando, por vezes, a editoria “policial” praticamente uma assessoria. De modo geral, o diretor da Facom percebe que a cobertura revela uma homofobia social, culpando e afirmando que o estudante se colocou em situação de perigo. Esse ambiente gerou um movimento no qual a família tinha de “justificar” a sexualidade de Itamar, sempre esclarecendo que ele era um bom filho e um estudante dedicado – o “apesar de” estava implícito nas falas. “Esperamos que daqui resulte um documento, uma manifestação de repúdio à cobertura da imprensa”, decretou Giovandro.

Além da abertura em homenagem ao estudante, o seminário tem, durante o dia, uma mesa sobre “Mídias e Direitos Humanos” e dois grupos de trabalho. O encontro tem como finalidade apresentar os dados do monitoramento da mídia baiana realizado pelo Centro de Comunicação, Democracia e Cidadania (CCDC), em parceria com a Cipó Comunicação Interativa e o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social. No final da manhã, será lançado o livro “A Construção da Violência na TV e em jornais impressos da Bahia”, resultado do monitoramento anterior feito pelo grupo.

Seminário 2No último sábado (20/04), amigos, familiares e ex-professores de Itamar, além de representantes de movimentos sociais, estiveram no Largo do Campo Grande – local onde o corpo do estudante foi encontrado. Com cartazes e flores, os manifestantes criticaram o posicionamento da polícia e a cobertura da imprensa no caso Itamar. Exigia-se, especialmente, uma retratação do Correio* por sua publicação com informações inverídicas baseadas somente no depoimento de um dos assassinos.

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