A importância dos professores

Educação na mira

Com a greve dos professores no Rio de Janeiro, todos estão com os olhos voltados não apenas à forma como os policiais estão lidando com a situação, mas também à educação brasileira. A greve, que completa 60 dias amanhã, já contou com policiais manipulando a existência de algum delito, de modo semelhante ao que ocorreu nas manifestações inicialmente puxadas pelo MPL em junho de 2013. Dessa vez, um vídeo da ação de PMs foi divulgado pelo jornal O Globo, que culminou em afastamento temporário, após forjarem um flagrante de um manifestante portando morteiro na bolsa.

A importância dos professores

Em paralelo a esses atos criminosos da polícia, existe a discussão sobre a educação. O principal viés abordado é o salário e o plano de carreira dos professores. A imprensa encabeça um debate reducionista, como se a educação melhorasse apenas resolvendo esse aspecto. Acharam o problema de tudo, a solução final. Todavia, não há como pensar em uma educação eficiente sem discutir o modelo institucional de ensino, as condições físicas e técnicas do ambiente escolar, além da situação sócio-econômica dos alunos e também dos professores. Para não me alongar, gosto muito de uma reflexão de Marcos Palacios sobre a formação estudantil. Embora use esse discurso para tratar do ensino superior – que possui distinções em relação ao ensino infantil -, vale o conhecimento:

“Formar-se é um verbo reflexivo. O se de formar-se é algo que muitas vezes é perdido de vista quando se critica a academia. (…) Em grande medida, o processo de formação profissional depende do indivíduo, de seu interesse, sua motivação, seu autodidatismo. Qualquer professor universitário vivencia cotidianamente o variado aproveitamento que diferentes indivíduos têm de um mesmo curso. Isso não quer dizer, obviamente, que não seja importante que os cursos sejam ministrados por docentes competentes, com equipamentos e laboratórios adequados etc. No entanto, é fundamental insistir-se que formar-se continua sendo verbo reflexivo” (PALACIOS, 1990, p. 110).

* PALACIOS, Marcos. Sete teses equivocadas sobre comunidade e comunicação comunitária. Comunicação e Política. Rio de Janeiro, v. 9, n. 11, 1990, p. 103-110.

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